No final de semana passada, fomos ao cinema assistir Marty Supreme.

O filme trata de um jovem nova iorquino obcecado por se tornar uma estrela mundial do tênis de mesa.

Sua obsessão é tamanha, que ele tenta passar por cima de tudo e de todos para conseguir o que quer.

Um dos principais questionamentos da película é: qual o limite da moral e da ética para se atingir o sucesso?

O personagem interpretado pelo jovem Timothee Chalamet, é carismático.

Candidato ao Oscar, Chalamet nos brinda com um personagem ativo, cheio de paixão, insistente em um nível absurdo, mas ao mesmo tempo humano, demasiado humano.

Embora suas falhas de caráter, falta de empatia e narcisismo sejam notórios, ele consegue nos envolver com sua confiança fora do comum e faz com que torçamos por ele em suas peripécias do início ao fim.

Frenético, divertido e humano, Marty Supreme é uma boa pedida de um fim de semana para quem gosta da sétima arte.

E falando em sétima arte, além desse filme, me chamaram a atenção a quantidade de filmes bons lançados nesse último ano.

Não sei vocês, mas estava um pouco desanimado com o cinema devido claro, aos preços altos dos ingressos (onde o ingresso é um “chamariz”, pois você ainda tem que comprar pipoca, refrigerante), baixa variedade e qualidade dos filmes.

Hollywood parecia estar em crise criativa, lançando remakes atrás de remakes, continuações, spin-offs e claro, os já famigerados filmes de super heróis.

Há um bom tempo, não vemos uma prévia de Oscar tão cheio de boas surpresas.

Veja por exemplo, o filme brasileiro “O Agente Secreto”.

Deixemos paixões políticas de lado e admitamos que é um bom filme.

A ambientação (impossível eu não gostar, uma vez que se passa na minha cidade natal: Recife), os diálogos e claro, a interpretação crível de Wagner Moura são sensacionais.

Talvez não suficientes para um Oscar (não de melhor filme, mas pode ser que leve o de melhor filme estrangeiro) mas ainda assim, um filme digno de ser visto.

Outra grata surpresa, de filmes que consegui assistir que estarão na disputa do Oscar é “Sonhos de trem”.

O filme está na Netflix e me parece um dos poucos dessa vez, que são exclusivos de Streaming.

Esse filme é simplesmente maravilhoso.

Farei um texto somente para ele, mas vale lembrar que além da história incrível, tocante e com uma narrativa forte, a direção de fotografia é coordenada pelo brasileiro Adolpho Veloso. Será uma injustiça gigante se ele não ganhar.

Ainda nessa edição de Oscar, temos o recorde de indicações com o filme “Pecadores”, com nada mais nada menos que 12 indicações.

Não o assisti ainda, mas em considerando seus concorrentes, dificilmente deve ser um filme ruim.

Tantos bons projetos me fazem acreditar que talvez Hollywood, depois de tomar um susto com tanta concorrência de filmes estrangeiros e Streaming, resolveu acordar e voltar ao básico.

Que continue assim para que possamos continuar buscando a experiência de sentar por três horas em frente a uma tela gigante e som surround.

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Meu nome é Paulo

Sou engenheiro de produção de formação com MBA em negócios e trabalho numa multinacional renomada na área de vendas. Seja muito bem-vindo a esse espaço onde compartilho pensamentos, hobbies, discuto equilíbrio entre trabalho e vida saudável, além de refletir sobre a busca por propósito. Espero você nessa jornada. Vamos juntos?

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