A cada quatro anos em alguma região do globo, escolhida de forma não aleatória, uma miríade de atletas de diversas modalidades se reúnem para disputar entre si medalhas de ouro, prata e bronze.

A introdução acima parece um resumo simplista de algo que ao menos pela TV (ou Youtube) parece algo carregado de emoção e significado.

O que leva esses atletas a treinarem durante anos, seguindo dieta e treinos muitas vezes regrados e exaustivos a fim de performar por, como em muitos casos, apenas minutos ou até segundos?

Somos competitivos por natureza.

Fomos feitos para superar predadores, inimigos de outras tribos, terrenos inóspitos e diversos outros perigos iminentes a vida do homem desde a antiguidade.

Indo um pouco além da competição inerente à natureza humana, gostaria de abordar algo que me parece a essência do “espírito olímpico’:

O Processo.

Vivemos um momento na sociedade onde existe um culto aos resultados rápidos.

Quando se treina por anos, da maneira correta, é simplesmente impossível não se tornar um bom atleta.

Façamos um paralelo com o mundo do trabalho comum.

É impossível não se tornar um profissional melhor se ao longo dos anos você fez inúmeras ligações, dezenas de linhas de código ou ainda, milhares de reuniões com clientes.

O que vejo atualmente é uma busca incessante por resultados rápidos sem necessariamente, passar pela “dor” de um processo mínimo de aprendizado.

E o marketing se aproveita disso.

Vemos diariamente na internet, propagandas como: perca sua barriga em 30 dias, ganhe 1 milhão em 3 meses, faça isso, faça aquilo e obtenha “x” ganhos em 1 semana!

Queremos tudo para ontem, sem necessariamente (muitas vezes) fazer por merecer.

Além disso, quando a vitória não chega no tempo que achamos que deveria, nos sentimos extremamente frustrados e infelizes.

Em muitas vezes, negócios não serão fechados e nem medalhas serão ganhas.

A dor da derrota pode ser excruciante.

Entretanto, tanto o atleta quanto o profissional do mundo corporativo, podem sim tirar proveito de tudo aquilo que se aprendeu em meio ao processo.

O resultado é importante com certeza.

Devemos ter metas e objetivos ousados, ou seja, treinar buscando o “ouro”.

Mas enquanto ele não chega, não se deve desmerecer (nem desperdiçar) todo o aprendizado que se teve durante a jornada e sim, entender o que pode ser melhorado para que nos próximos quatro anos, retornemos mais e mais fortes.

Um abraço!

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Meu nome é Paulo

Sou engenheiro de produção de formação com MBA em negócios e trabalho numa multinacional renomada na área de vendas. Seja muito bem-vindo a esse espaço onde compartilho pensamentos, hobbies, discuto equilíbrio entre trabalho e vida saudável, além de refletir sobre a busca por propósito. Espero você nessa jornada. Vamos juntos?

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