Início do ano. Dentre muitas outras coisas, algo que sempre fazemos após a virada é desmontar a árvore de Natal.

Nesse momento, me veio uma ideia à cabeça. Foi muito mais fácil desmontar a árvore do que quando montamos ainda no mês de Novembro do ano passado.

Com isso, consigo fazer um paralelo com outras aspectos da nossa vida. Veja por exemplo, a construção de um prédio. Se você já se envolveu na compra de um apartamento na planta, por exemplo, é bem possível que você tenha se decepcionado com o prazo no qual seu apartamento foi entregue.

Isso porque, para construir algo, o trabalho envolvido é muito mais amplo. Requer a concepção, o planejamento e claro, a execução de projeto.

E para demolir um prédio? Bem, se você observar em alguns vídeos espalhados por aí, me parece que em alguns minutos ao menos o “grosso” da estrutura, se desfaz bem em frente aos nossos olhos.

E um pensamento? Uma ideia? Um caráter?

Acredito piamente que somos produtos dos nossos relacionamentos, ambientes, coisas que assistimos, livros que lemos e lugares que visitamos.

Quanto tempo levou para que você juntasse todo esse arcabouço de coisas que forma a base do seu pensamento? Quantas horas de experiência foram necessárias para forjar o seu caráter?

Tudo o que vale a pena, leva tempo para ser concretizado.

Me preocupa uma onde de “desconstrução” que sonda a nossa sociedade atual. Desconstrução inclusive, a meu ver, não é o contrário de construir. O antônimo exato de construir é destruir.

É óbvio que grande parte de nossas experiências e aprendizados passados servem também, para entender o que é certo e o que é errado. O que funcionou e o que não funcionou.

Convido aqui então, a não ceder à pressão de forças externas para simplesmente em uma única tacada, ignorar todo nosso histórico a fim de aceitar a primeira ideia nova sem ao menos, uma análise crítica da origem de todas essas demandas.

Essa pressão, muitas vezes são feitas por pessoas que têm interesses além de nossa compreensão, seja em busca de notoriedade ou ainda, poder.

É importante demais fazer uma autoanálise para claro, nos livrar dos preconceitos que não fazem bem nem ao nosso entorno nem a nós mesmos e também, nortear nossos pensamentos com coisas que nos façam evoluir.

Pensar por si próprio, requer esforço. Mas vale muito a pena.

Abraço!

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Meu nome é Paulo

Sou engenheiro de produção de formação com MBA em negócios e trabalho numa multinacional renomada na área de vendas. Seja muito bem-vindo a esse espaço onde compartilho pensamentos, hobbies, discuto equilíbrio entre trabalho e vida saudável, além de refletir sobre a busca por propósito. Espero você nessa jornada. Vamos juntos?

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